Ixe, mãe! A letra tá miúda demais ou estou enxergando pouco? Tragam meus óculos, por favor! Com a fome que estou enxergo menos ainda. Rápido!
Por diversas vezes me deparo com a mesma situação: Saio de casa com a intenção de experimentar um lanche diferente, longe do trivial. Talvez seja somente GULA, mas acabo por fazer isso frequentemente.
Ao chegar à lanchonete, a menina – garçonete -, gentilmente me dá o cardápio, o menu, como dizem. É um cardápio simples, mas de conteúdo. Porém com um tremendo problema: a letra é muito pequena, talvez fonte 5, ou 8. E para piorar a coisa, estão todas na cores amarela, ou vermelha.
Ih! Aí é que a coisa pega. Busco a luz da lâmpada, encosto a ‘cara’ no papel para ver as letrinhas, e nada! E a fome aperta, aperta, e vou ficando com raiva. Quando estou acompanhado da minha esposa, entrego ‘aquilo’ para ela decidir. ‘veja aí, não estou enxergando nada!’, resmungo ‘varado’ de fome.
Cadê os meus óculos? Ou estou ficando velho e cego, ou o tal cardápio precisa de uma reformulada urgente. Confesso que já não enxergo como antes, mas esses cardápios precisam estar à altura do ali oferecido. O que custa ‘bolar’ um cardápio bonito, bem diagramado, com letras legíveis?
Assim eu não ‘morro’ de fome, nem fico com raiva das letrinhas, não é ‘dona’ garçonete?
Erasmo Deterra.






