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Rosiane Costa - Estudante, natural de Xique-Xique, Bahia. Colabora com o Página Revista. |
Se me lêem, viro mais do que brincadeira, sou fonte de conhecimento se desdobrando com apenas alguns minutos retirados do seu tempo.
Sou o encanto que desabrocha imaginação, sou a arte de fazer com que me vejam além das folhas.
Tenho o poder de fazer as pessoas revelarem seus mais íntimos segredos, pois dou lhes a oportunidade de serem livres. Elas se atraem quando existem possibilidades de fazer uma fantasia se tornar real, ou o real virar uma bela fantasia.
Sou a escrita sem preconceitos, sem limites para sonhar, sou de todos e para todos. A minha maior função é dar ao ser humano a liberdade de ser o criador dos seus próprios pensamentos, sem fronteiras para criar e descobrir em ser um ser pensador construtor dos seus próprios ideais.
O tempo que grita, ruge, faz festa, se manifesta, me deixa quieta, me faz promessa; me assombra, me assusta, me custa esperar.
Um tempo presente amante da gente, louco, surdo, me fez muda.
Um tempo que sobe, remove, me fecha, me aperta, me tenta.
Me descobre, me pedindo carinho, num cantinho terno, funesto, que repele minha pele com medo do tempo que me aquece.
Sou a eterna aprendiz de um tempo presente, que me custa, me prende ao bom senso, de sempre esperar.
Meus sonhos que me atiçam, me chamam e enfrentam a dor. Que sina, no ventre dolente de uma vontade dormente, presente em minha vida.
Um palhaço também chora, grita, corre contra tempo; ele come, bebe, dança, canta. Um palhaço se esconde atrás de uma pintura fina, branca e engraçada.
Um palhaço se esforça e sonha com uma vida melhor, e um dia ele se vê sem resumo, sem alento. Chorando, amargurado ele pensa: Quem me dera ser somente um palhaço sorridente e ver passar por minha frente toda a minha vida. Hoje me encontro sem forças para mudar o meu destino. Vivo quase sem suspiros, sou um peixe palhaço, colorido com cores alegres, mas fraco, se me tirarem um pouco da água fico sem ar, e serei simplesmente um peixe fora d’água.
O palhaço almeja apenas ser um simples palhaço, aquele que vive no picadeiro com apenas um objetivo: Fazer o público sorrir. Porque assim é mais fácil esconder a sua tristeza num sorriso de palhaço.
É penetrante como uma espada, esse teu olhar radiante, que por ser simples tem me encantado e me revestido de pensamentos ferozes e sufocantes.
És como um pombinho sedento do meu amor.
É o seu doce olhar que me deixa desconcentrada, sem saber pensar, disperso de mim mesma só para te encontrar e poder revelar uma paixão inaudita de pequenos momentos, que agora juntos, posso nesse momento me reencontrar com o teu olhar.
Se posso contemplar o seu meigo olhar; então é porque o ‘por acaso’ se distorceu no tempo, dando-me a certeza de que não foi ao acaso que nossos olhares se encontraram.
Assim como um belo momento num parque de paris que nos encanta e nos fascina, é a ternura dos teus olhares inocentes e perdidos no tempo.
Esse teu olhar, teu olhar, teu olhar.







