INICIAL
Manoel Amancio - Graduado em Educação Física pela UCSAL, Graduado em Tecnólogo no Curso Superior de Tecnologia em Administração de Empresas pela UNOPAR, Pós-Graduado em Educação Infantil e Inclusiva pela ISEEG. É colunista do Página Revista. Contato: manoelamancio@bol.com.br
Janeiro de 2012
Suplementos Nutricionais Naturais
Estes suplementos só devem ser consumidos com orientação de um especialista.

Estes suplementos só devem ser consumidos com orientação de um especialista.

Na edição passada ano VI nº83, falamos sobre suplementos nutricionais sintetizados em laboratório, suas promessas e riscos e que estes suplementos não fazem milagres. Hoje discorreremos sobre suplementos naturais mais consumidos:

 

Porangaba


Promessas: Emagrecer e diminuir os níveis de LDL
Riscos: Não há comprovação cientifica dos seus benefícios, consumida por um longo período, pode intoxicar o fígado e a vesícula.

 

Spirulina


Promessas: Emagrecer e diminuir o apetite
Riscos: Consumida por um longo período, pode inibir o organismo de absolver nutrientes.


Erva de São João


Promessas: Combate a depressão e o stress. È conhecida como o "prozac natural".
Riscos: Já estão comprovados os efeitos no tratamento de pessoas com depressão leve.


Prímula


Promessas: Diminui os sintomas da TPM e hidratante
Riscos: Faltam estudos científicos que comprovem sua eficácia na diminuição dos sintomas da TPM. Há indícios de que ajuda a hidratar a pele.


Quitosana


Promessas: Emagrecer
Riscos: É a droga alopática contra a obesidade


Saw Palmetto


Promessas: Impedir o aumento benigno da próstata
Riscos: Há indícios baseados em pesquisas de que funciona.


Ginseng


Promessas: Evita o desgaste físico e mental e protege o coração
Riscos: A ciência ainda não definiu as doses certas para a sua eficácia

 

Ginko Biloba


Promessas: Melhora a memória, previne derrames e no trato do mal de Alzheimer; 
Riscos: Já está provado que melhora a irrigação sanguínea no cérebro, principalmente em idosos. Quanto às outras promessas falta comprovação cientifica.

 

Conclusão: Tanto os suplementos naturais como os sintetizados em laboratórios (ano VI, nº83) oferecem riscos à saúde se tomados por conta própria. Estes suplementos só devem ser consumidos com orientação de um especialista.

 

Manoel Amâncio Feitosa Ramos – Professor de Educação Física – CREF-G/BA – 004646 – Fonte de consulta – portal da Educação Física, contato manoelamancio@bol.com.br

Dezembro de 2011
Suplementos nutricionais
Quem realmente quer ter uma vida saudável, não deve ficar esperando o milagre acontecer

Quem realmente quer ter uma vida saudável, não deve ficar esperando o milagre acontecer

A medicina diverge sobre a eficácia dos suplementos. Mas uma coisa é certa: os suplementos não fazem milagres, a conclusão que se tira de tudo que foi pesquisado e escrito sobre o assunto é que, se alguém quiser consumi-los, que o faça com muita responsabilidade e sob orientação de especialistas (nutricionista e/ou médico).

 

  • Vitaminas- Existem 13 tipos de vitaminas, todas elas são obtidas a partir dos alimentos.

Promessas: Proteção contra infartos, derrames, diabetes, mal de Alzheimer, câncer etc.
Riscos: O excesso de vitaminas A, D, e K pode levar a lesões no fígado, excesso de vitamina C pode levar á formação de pedras nos rins, excesso de vitamina E aumenta o tempo de coagulação do sangue, excesso de vitamina A causa fadiga e insônia.

 

Carboidratos - Encontrados, sobretudo nas massas e grãos, são as principais fontes de energia para o organismo. Os suplementos de carboidratos mais consumidos no Brasil são: Hydra Fuel, Carb Up, Carbo Fuel, Sport Energy e Carbo Pump.

Promessas: Reposição rápida da energia gasta durante as atividades físicas
Riscos: indicados para atletas, quem pratica atividades físicas leves e moderadas podem engordar.

 

Minerais - Existem 25 tipos de mineral, presentes na maioria dos alimentos, vem sendo consumidos em cápsulas com o objetivo prolongar a juventude.

Promessas: Combate à osteoporose, prevenção de infartos e derrames, aumento da força muscular etc.
Riscos: Em excesso são tóxicos.

 

  • Aminoácidos - São as substâncias que compõem as proteínas. Os mais consumidos são BCAA. A L- carnitina e a creatina são conhecidas como aminoácidos, na realidade, elas são produzidas a partir de aminoácidos.

Promessas: Queima de gordura, aumento de massa muscular e energia.
Riscos: Sobrecarga dos rins e do fígado, aumento do peso corporal e retenção de água.

 

  • Multivitaminas- São coquetéis que misturam sais minerais e vitaminas em pequenas doses.

Promessas: Aumento da energia física e mental, concentração e vigor.
Riscos: Oferecem poucos riscos de intoxicação, pois as quantidades de sais minerais e vitaminas que compõem estes suplementos são pequenas. Não há comprovação científica de seus benefícios.

 

  • Conclusão: Quem realmente quer ter uma vida saudável, não deve ficar esperando o milagre acontecer, tem que ir a busca deste objetivo. Aliás, tudo na vida não vem sem esforço, persistência e vontade de fazer as coisas acontecerem. Procure um Professor de Educação Física e um Nutricionista, estes profissionais o ajudarão a montar um programa de atividade física compatível com o seu biótipo, respeitando a sua individualidade. Como vimos acima, todos os suplementos nutricionais oferecem riscos, não devem ser consumidos sem a orientação de um nutricionista ou de um médico. Quase todas as necessidades nutricionais são obtidas através dos alimentos e poucas pessoas precisam de suplementos, a não ser que você seja um atleta ou por um algum motivo seu organismo não consegue suprir as suas necessidades nutricionais, por isto a importância de consultar com um especialista.

 

Manoel Amâncio Feitosa Ramos- Professor de Educação Física – CREF/G/BA – 004646 - contato manoelamancio@bol.com.br, fonte de consulta- Revista Veja mais dados em www.veja.com.br.

Novembro de 2011
Brasil, um país de sedentários
O Brasil é um país de sedentários. “O estudo sobre praticas sobre pratica de esporte” foi conduzido por um ano pela filial brasileira da Sport + Mart, empresa alemã com 25 anos de mercado e presença em 120 países.

O Brasil é um país de sedentários. “O estudo sobre praticas sobre pratica de esporte” foi conduzido por um ano pela filial brasileira da Sport + Mart, empresa alemã com 25 anos de mercado e presença em 120 países.

Uma pesquisa inédita, que ouviu mais de 46.000 pessoas em todos os estados do país, chega a uma conclusão preocupante para a saúde dos brasileiros: O Brasil é um país de sedentários. “O estudo sobre práticas de esporte” foi conduzido por um ano pela filial brasileira da Sport + Mart, empresa alemã com 25 anos de mercado e presença em 120 países. Foram ouvidas 46.308 pessoas a partir de 16 anos, em 130 cidades com mais de 200.000 habitantes de todos estados. Dos entrevistados 62% disseram jamais praticam atividade física; 51% dos homens e 72% das mulheres não praticam esportes; entre os 16 e os 24 anos é a faixa de idade em que mais se praticam esportes, 66% dos homens e 35 das mulheres; a classe A é a mais ativa, com 55% dos homens e 34% das mulheres.


No ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS) dos principais fatores de riscos para as causas mais comuns de morte, como infarto e derrame, o sedentarismo figura na quarta posição, atrás apenas de diabetes, tabagismo e hipertensão. “O corpo humano foi feito para se mexer”, diz o fisiologista Paulo Zogaib, da Universidade Federal de São Paulo. “Em movimento constante nosso organismo realiza melhor todas as suas funções. Parado, adoece”. A prática regular de atividade física tem o poder de abrandar o efeito do envelhecimento. Um estudo publicado na revista cientifica The Lancet mostrou que apenas quinze minutos diários de exercícios, ou uma hora e meia por semana, são suficientes para aumentar a expectativa de vida em três anos e diminuir em 14% o risco de morte súbita. Isso ocorre porque, quando nos exercitamos, aumentamos a capacidade de órgãos vitais, como pulmão e o coração. Dessa forma, mais oxigênio e sangue são transportados por todos os tecidos, aperfeiçoando suas funções. Ao mesmo tempo, o gasto calórico diminui os níveis de colesterol ruim, eleva os de colesterol bom, faz subir o numero de linfócitos (células responsáveis por combater vírus e bactérias) e ainda ajuda a controlar a depressão, a falta de memória e outros efeitos do cansaço mental.  

 

Manoel Amâncio Feitosa Ramos – Professor de Educação Física – CREF/G/BA – 004646 – Fonte de consulta – Revista Veja – reportagem de Otavio Cabral e Giuliana Bergamo. Para conhecer mais dados da pesquisa, acesse: www.veja.com.br

Outubro de 2011
Exercícios para quem sofre de hipertensão
Contrações musculares fortes causam picos na pressão arterial. Por isto não se exercite com pesos muitos elevados

O histórico familiar de hipertensão é o principal fator de risco.

Hipertensão é o termo médico utilizado para a doença conhecida como pressão sanguínea elevada (igual ou acima dos 140/90 mmHg – ou 14 por 9), que atinge aproximadamente 30% da população adulta. Muitos fatores influem na pressão sanguínea, como histórico familiar, idade, sexo, raça, dietas, gordura corpórea, biótipo, função renal, condicionamento físico e massa muscular envolvida nos exercícios. O histórico familiar de hipertensão é o principal fator de risco. “Os exercícios certos melhoram a resposta ao tratamento e aproveitamento dos medicamentos, gerando inclusive, diminuição nas doses”, afirma Luzimar Teixeira, autor do livro Atividade Física Adaptada a Saúde (Ed. Phorte, 456 págs.).


Os exercícios físicos já são utilizados como uma forma de prevenção e tratamento a quadros leves de hipertensão, pois durante sua realização é apresentada uma diminuição da parede das arteríolas dos músculos esqueléticos - utilizados durante os exercícios - aumentando o espaço para a passagem do sangue. Os exercícios devem ser compostos majoritariamente de cardiovasculares (andar rápido, cooper, ciclismo, natação, remo, etc.) e fazer um complemento com musculação. “O Aeróbico aumenta o volume de sangue bombeado pelo coração e a atividade com peso melhora o fluxo sanguíneo muscular, ambos auxiliando na redução da pressão”, explica o especialista em doenças cardiovasculares Marcelo Pereira, mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de São Paulo (USP).


O treino cardiovascular deve ser entre 60% e 80% da frequência cardíaca máxima (*FCM) e os treinamentos na musculação evitem cargas altas. Contrações musculares fortes causam picos na pressão arterial. Por isto não se exercite com pesos muitos elevados, deixe para intensificar na regularidade dos exercícios. Treine de 4 a 6 vezes por semana.

 

*FCM – Frequência Cardíaca Máxima = 220 – idade. Calcule a porcentagem.

 

Manoel Amâncio Feitosa Ramos – Professor de Educação Física – CREF/G/BA – 004646 – Fonte de consulta – Revista Men’s Healt.
Setembro de 2011
Exercício físico ajuda a combater insônia
Ao invés de receitar remédio para pessoas com insônia os médicos deveriam receitar exercícios físicos.

Uma pesquisa apresentada pela doutoranda em psicobiologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Gisele Passos, comprova que a prática de exercício aeróbio intenso, horas antes de dormir, pode reduzir a ansiedade de pessoas que sofrem de insônia crônica primária.


Segundo o estudo, o exercício físico pode aumentar em aproximadamente uma hora o tempo de sono das pessoas com dificuldades para dormir, distúrbio que se caracteriza pelo despertar precoce ou sono não restaurador. O trabalho avaliou os efeitos de três modalidades de atividade aeróbia: caminhada moderada em esteira, caminhada intensa em esteira e musculação; realizados de forma aguda e em diferentes intensidades. Foram analisados 36 voluntários, de ambos os sexos, com histórico de insônia crônica primária durante nove anos, em média. Eles apresentaram um aumento de 37% no tempo de sono, reduções de 54% na latência do sono e 7% no estado de ansiedade. A pesquisa brasileira foi publicada no congresso SLEEP 2008. A explicação é que o exercício físico praticado regularmente promove benefícios como à melhora do sistema cardiovascular, respiratório, endócrino, muscular e humoral e consequentemente a melhora da qualidade do sono.


Atualmente, os exercícios físicos são reconhecidos pela American Sleep Disorders Association como uma intervenção não farmacológica para a melhora do padrão de sono. Ao invés de receitar remédio para pessoas com insônia os médicos deveriam receitar exercícios físicos. Fazer atividades físicas que libera endorfina, como correr e nadar causam um bem estar fundamental para uma boa noite de sono.


Praticar uma atividade física adequada para o seu organismo ajuda a melhorar a qualidade e a quantidade do sono, o individuo fica mais tempo na parte mais profunda do sono, recuperando o cansaço físico do corpo. Mas a pratica deve ser constante, no mínimo três vezes por semana, assim o praticante deixa de ser sedentário e se torna muito mais saudável.

 

Manoel Amâncio Feitosa Ramos – CREF/G/Ba – 004646 – Fonte de consulta - MBPress - Bem-Estar e Atletx.com – contato – manoelamancio@bol.com.br

Agosto de 2011

11 maneiras de fortalecer o seu coração

Tomar sol de 5 a 20 minutos por dia, é uma delas.

I – Combata doenças cardíacas com milho verde. O grão é rico em cromo: quanto maiores os níveis desse mineral no organismo menores as chances de doenças cardíacas. Afirmam pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA);
II – Comer Kiwi com frequência pode reduzir em 18% o agrupamento das plaquetas, culpado pelo entupimento das artérias, e em 15% os níveis de triglicérides no sangue, segundo os pesquisadores de da Universidade de Oslo (Noruega);
III – Inclua cálcio na sua dieta. Ossos saudáveis equivalem a coração saudável. Pessoas com artrite reumatoide têm 60% mais chance de sofrer um ataque cardíaco, informa o Journal of Internal Medicine (Suécia);
IV – Quem faz seis refeições pequenas por dia apresenta taxas de colesterol 5% menores do que aquelas que fazem apenas duas grades refeições, informa o British Medical Journal (Inglaterra);
V - Bebidas a base de chocolate são importantes na prevenção de ataques cardíacos. Os benefícios anti-inflamatórios do cacau afastam as chances de arteriosclerose, informa a Universidade de Barcelona (Espanha);
VI – Fatias de bacon contêm nitratos suficientes para ajudar a alargar os vasos sanguíneos, facilitando o fluxo de sangue ao coração, informa a Universidade do Texas (EUA),
VII – Tomar sol de 5 a 20 minutos por dia pode reduzir em 26% o risco de morte por doença cardíaca. Universidade John Hopkins (EUA);
VIII – Escovar os dentes diminui o risco de doenças do coração em 70%. A escovação combate bactérias que pode gerar inflamações no organismo. University College de Londres (Inglaterra);
IX – Cochilos de meia hora durante o dia, três vezes por semana, podem diminuir em 30% as possiblidades de complicações com o coração. Archives of Internal Medicine (EUA);
X – Um copo de leite por dia ajuda a manter sob controle a hipertensão, doença que pode levar a um acidente vascular cerebral e doenças cardíacas. Americam Journal of ClinicalNutrition (EUA);
XI – Praticar atividades físicas regularmente. Exercícios físicos fortalece o músculo cardíaco e melhora autoestima. Revista Men’s Health (Brasil).

 

Manoel Amâncio Feitosa Ramos – CREF-G/Ba – 004646. Contato: manoelamancio@bol.com.br
Fonte de consulta: Revista Men’s Health.

Julho de 2011
Musculação para a saúde e reabilitação
Embora seja muito utilizada no treinamento esportivo a musculação também está sendo muito preconizada para idosos, com as devidas adaptações, porque consegue reverter rapidamente e com segurança muitos dos efeitos indesejáveis do envelhecimento sedentário.

Musculação é um termo que se refere à prática dos exercícios resistidos, geralmente realizados com pesos. Atualmente são reconhecidos efeitos da musculação promotores de saúde geral superiores a outras formas de exercícios.


Os músculos esqueléticos são hoje considerados órgãos endócrinos: ao serem ativados produzem substâncias chamadas miosinas. Estas substâncias combatem o estado inflamatório basal característico do sedentarismo e que está implicado na origem das doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2, câncer do colón e das mamas, entre outras situações patológicas. A atividade física é o mais importante fator para evitar mortes por todas as causas e a explicação parece ser a produção de miosinas pelos músculos.


A musculação tem sido identificada como o exercício mais eficaz para diminuir o estado inflamatório basal do organismo. Outros efeitos dos exercícios com pesos são conhecidos há mais tempo. Nenhum tipo de exercício é superior à musculação para os objetivos de fortalecimento dos músculos, tendões e ossos. Com isso consegue-se o importante efeito de proteção e alívio das articulações, saudáveis ou doentes.


Por outro lado, na musculação os exercícios são facilmente adaptáveis para a presença de doenças ou lesões, permitindo a seleção adequada das posições, dos movimentos e do grau de esforço. A musculação pode ser mais suave do que caminhar e é ferramenta clássica da fisioterapia. Importantes efeitos terapêuticos têm sido documentados em relação a doenças de diversas naturezas como é o caso das artroses, artrites, desgastes dos discos intervertebrais, tendinites, instabilidades articulares, osteoporose, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, entre outras.


Embora seja muito utilizada no treinamento esportivo a musculação também está sendo muito preconizada para idosos, com as devidas adaptações, porque consegue reverter rapidamente e com segurança muitos dos efeitos indesejáveis do envelhecimento sedentário.

 

Órgãos Endócrinos – Conjuntos de órgãos que produzem hormônios;
Miosinas – Proteínas, responsáveis pela contração muscular;

Manoel Amâncio Feitosa Ramos – Professor de Educação Física – CREF/G/Ba. Artigo do Prof. Dr. José Maria Santarém. Mais dados em: http://www.biodelta.com.br/textos.asp
Junho de 2011
Criança e sedentarismo
As analises mostraram que 25% dos homens e 15% das mulheres tinham atividades físicas adequadas, enquanto25% dos homens e 30% das mulheres eram sedentários e não faziam exercícios físicos suficiente.

A ONU (Organização Mundial de Saúde) realizou um estudo recente sobre o sedentarismo entre as crianças com o objetivo de tentar entender ou explicar a epidemia mundial da obesidade. A pesquisa analisou mais de 73 mil jovens entre 13 e 15 anos de idade em 34 países, os pesquisadores concluíram que a maioria das crianças não faz a quantidade recomendada de atividades físicas e aproximadamente 33% delas podem ser consideradas sedentárias segundo os autores da pesquisa não há diferenças significativas entre países ricos e os mais pobres.


Os pesquisadores definiram como quantidade ideal de atividades físicas, uma hora de exercícios - fora da aula de educação física – cinco vezes na semana. E crianças que passam três ou mais horas assistindo TV ou no computador seriam classificadas de sedentárias.


As analises mostraram que 25% dos homens e 15% das mulheres tinham atividades físicas adequadas, enquanto25% dos homens e 30% das mulheres eram sedentários e não faziam exercícios físicos suficiente. Em todos os países avaliados menos na Zâmbia, as mulheres eram menos fisicamente ativas do que os homens e em mais de 50% dos países menos 25% dos homens estariam dentro das recomendações de atividades físicas.


A pesquisa sugere que a urbanização é um fator importante para não se praticar atividades físicas. Os pesquisadores destacam: “Mesmo com as limitações dos dados é bem seguro dizer que temos um enorme problema de inatividade física entre as crianças em idade escolar em todos os países pesquisados e que deveríamos tomar uma atitude”. Nesse sentido, as escolas podem ser determinantes no combate ao sedentarismo, com adoção de aulas de educação física e orientando os alunos quanto à importância dos exercícios para a saúde, alem de prover mais espaço e incentivando-as a irem para a escola caminhada ou de bicicleta e os pais darem bom exemplo.

 

Manoel Amâncio Feitosa Ramos – Professor de Educação Física – CREF/G/BA – 004646 – Fonte de Consulta – Gazeta Web.com – Journal of Pediatrics – Contato – manoelamancio@bol.com.br
Maio de 2011
Gordura abdominal e o risco de morte prematura
Os pesquisadores analisaram dados de mais de 100 mil homens e mulheres com mais de 50 anos ao longo de nove anos

Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que pessoas que têm cintura larga, têm mais probabilidade de ter uma morte prematura, independentemente do IMC (índice de massa corporal, que mede a relação entre peso e altura).


A pesquisa da American Cancer Society sugere que cinturas maiores do que 110 centímetros nas mulheres e 120 nos homens dobram o risco de mortalidade em relação aos homens com cinturas menores do que 90 centímetros e mulheres com cinturas menores do que 75 centímetros.


Os pesquisadores analisaram dados de mais de 100 mil homens e mulheres com mais de 50 anos ao longo de nove anos. O estudo também sugere que, entre as mulheres, a ligação entre cintura larga e maior risco de morte é maior entre aquelas com peso considerado normal. Os autores da pesquisa dizem que mais estudos são necessários para determinar a causa dessa relação entre cintura larga e mortalidade.


 A pesquisa foi divulgada na publicação especializada Archives of Internal Medicine. A pesquisa analisou 48.500 homens e 56.343 mulheres, predominantemente brancos. No inicio do estudo, a idade media dos homens era de 69 anos e das mulheres de 67 anos. Durante os nove anos do estudo, 9.315 homens e 5.332 mulheres morreram. Os pesquisadores notaram que o risco de morte aumentava conforme o aumento da circunferência da cintura, independentemente de a pessoa ter peso normal, estar acima do peso normal ou de ser obesa. A análise indicou um aumento significativo do risco entre os homens com cinturas maiores do que 110 centímetros ou mulheres com cinturas a partir de 95 centímetros. Mas apenas em homens e mulheres com cintura muito largas (acima de 120 centímetros para homens e 110 centímetros para mulheres) o risco de morte dobrou. A causa mais comum de morte foi insuficiência respiratória, seguida de doenças cardiovasculares e de depois câncer. “Nossos resultados sugerem que, independentemente do peso, evitar o aumento na circunferência da cintura pode reduzir o risco de morte prematura”, conclui o estudo.

 

Manoel Amâncio Feitosa Ramos – CREF/G/Ba – 04646 - Fonte de consulta: www.educacaofisica.com.br

Abril de 2011
Controle o seu apetite!
Fazer refeições na frente da TV leva você a comer muito mais que o necessário, revelam estudos

Aprenda sete maneiras de controlar o seu apetite e a diferença entre saciedade e saciação. “Saciação é o processo que ocorre durante a alimentação e que nos leva a dizer que estamos satisfeitos após certo tempo. Saciedade é a sensação de estar satisfeito, de não sentir fome, que ocorre após a alimentação e que determina quanto tempo você leva para sentir fome de novo”, explica o gastroenterologista Wilson Roberto Catapani, professor da Faculdade de medicina do ABC, em São Paulo.

 

1 – Saber fazer compras – No supermercado, escolher pacotes tamanho família pode ser um grande erro. De acordo com uma série de estudos realizada pela universidade Cornell (EUA) com 691 pacientes adultos, as embalagens maiores fazem as pessoas consumir 22% a mais do produto. Para não se exceder, dê preferência ás porções individuais e evite fazer compras com fome;
2 – Diminuir os lanches - Comer nutrientes entre as refeições é uma boa estratégia, mas o problema é controlar as quantidades das porções. Escolha alimentos ricos em proteínas ou fibra, como iogurte ou nozes, e não ultrapasse a cota de 200 calorias;
3 – Consumir fibras – A fibra suga água do seu corpo e dos alimentos que você come e a transporta para o trato intestinal, promovendo a saciação ao final da refeição, e também a saciedade;
4 – Apreciar os sabores – Mastigar a comida completamente aumenta o que os pesquisadores chamam de “fatores oro sensoriais”, que enviam sinais de saciação ao cérebro, ajudando a se sentir satisfeito com menos comida;
5 – Enganar o estômago – Sirva a comida em um prato pequeno e guarde o resto na geladeira. Com o prato limpo e o resto da comida fora do alcance, você vai sentir que comeu o bastante;
6 – Comer proteína – A proteína, combustível fundamental para os músculos, também tem o poder de aumentar os níveis de peptídeos no estômago. “Esses peptídeos mandam sinais de saciedade para o cérebro”, afirma o cientista nutricional americano Alan Aragon. Ele recomenda ingerir de 20 a 40 gramas de proteína em cada refeição.  Um bife bovino, com 150 gramas, tem cerca de 40 gramas de proteínas;
7 – Evitar se distrair no jantar – Fazer refeições na frente da TV leva você a comer muito mais que o necessário, revelam estudos publicados no periódico Trends in Food Science & Technology (EUA). A solução é simples: ao comer, tenha como foco a refeição. Não ligue a televisão.

 

Manoel Amâncio Feitosa Ramos – Professor de Educação Física – CREF/G/Ba- 004646 – Fonte de Consulta – Revista Men’s Healt – Reportagem de Julia Moioli e Paula Kita -  Contato – manoelamancio@bol.com.br

Março de 2011
O mito - Suar e perder peso
A perda de líquidos não tem relação direta com a perda de gordura, portanto, suar não é sinônimo de emagrecimento

Ninguém perde gordura suando.

Suar é um mecanismo de regulação térmica que protege o organismo do superaquecimento interno. A perda de líquidos não tem relação direta com a perda de gordura, portanto, suar não é sinônimo de emagrecimento. A água perdida enquanto se faz exercício físico não só pode como deve ser reposta o mais rápido possível para restabelecer a homeostase (equilíbrio corporal). A perda de gordura só acontece com a redução calórica e pratica de exercícios físicos programados.


Durante a atividade física, os músculos produzem uma grande quantidade de calor que deve ser eliminado, caso contrário irá ocorrer um aumento da temperatura central (temperatura do sangue arterial nas regiões centrais do organismo). O aumento da temperatura é proporcional ao trabalho muscular, sendo esse aumento diferente, de acordo com o tempo e intensidade do exercício e ocorre a sudorese. Mas esta perda de líquidos (suor) não for compensada, pode ocorrer a hipo-hidratação. A perda de água acarreta na diminuição do volume plasmático (volume do plasma circulante), diminuindo o volume cardíaco e interferindo no trabalho muscular. Como resultados finais da diminuição da irrigação muscular podem gerar a fadiga e a diminuição do desempenho físico. A redução do fluxo cerebral pode causar fadiga mental proporcionando falta de concentração e agressividade. Também pode causar câimbras e complicações renais associada ao exercício. 


Quando sentimos sede já estamos em processo de hipo-hidratação (pouca hidratação). Por isso, não podemos esperar sentir sede para nos hidratamos, pois poderemos estar com uma perda hídrica de 2% do peso corporal. Quando perdemos 4% do peso corporal pode ocorrer diminuição da capacidade de hidrolise (quebra de uma molécula de água e diminuição do desempenho). Quando chega a 9% de perda peso corporal, existe risco de redução ou enfraquecimento da função de um órgão. Com 10% de perda de peso corporal chega-se ao risco de óbito.


Recomenda-se a ingestão de 150 a 250 ml de água (ou bebidas esportivas e/ou água de coco) a cada 15 a 20 minutos de exercícios. O ideal é que os líquidos sejam ingeridos em baixas temperaturas.


Portanto não precisa sentir sede para se hidratar quando estiver se exercitando. Quando sentimos sede já estamos em processo de desidratação.

 

Manoel Amâncio Feitosa Ramos – Professor de Educação Física – CREF/G/Ba- 004646 – contato – manoelamancio@bol.com.br – Fonte de consulta – Revista Vida e Saúde – Reportagem de Adriana C.G. de Almeida -  Fisioterapeuta e Professora de Educação Física.

Fevereiro de 2011
Exercício físico e depressão
A atividade física gera produção de endorfina, neurotransmissor ligado ao prazer e à satisfação e responsável pelo relaxamento do corpo...

Pesquisa confirma que quem pratica exercícios físicos e pára de repente pode desenvolver sintomas da depressão. Em abril de 2006 foi divulgada uma pesquisa realizada nos Estados Unidos. O estudo foi feito com pessoas comuns, que se exercitavam pelo menos trinta minutos por dia, três vezes por semana e constatou que essas pessoas estão sujeitas ao mesmo tipo de transtorno que costuma acometer os atletas, quando privados da atividade à qual estão acostumados: tanto amadores quanto profissionais terão grande probalidade de desenvolver algum desconforto ou distúrbio (insônia, irritabilidade, cansaço) típicos da depressão. O estudo foi coordenado por cientistas do departamento de psicologia médica e clínica da Uniformed Services University, de Maryland, a pesquisa reuniu quarenta pessoas entre 18 e 45 anos, divididas em dois grupos. Um suspendeu as atividades físicas imediatamente e o outro continuou com a rotina habitual. Durante duas semanas, todos foram submetidos a questionários psicológicos e avaliações físicas. Ao fim da primeira semana da pesquisa, o grupo que parou de se exercitar os principais sintomas apresentados eram somáticos como fadiga, tensão e perda de vigor. Depois apareceram também traços de melancolia, culpa e falta de prazer.

 

A partir dessas conclusões, os pesquisadores americanos relacionaram também outros sintomas comuns à depressão, como distúrbio do sono e irritabilidade, com a interrupção da prática de exercícios. A explicação é simples. A atividade física gera produção de endorfina, neurotransmissor ligado ao prazer e à satisfação e responsável pelo relaxamento do corpo. O ideal, dizem os especialistas, é nunca parar complemente. Quando a interrupção é motivada por alguma contusão, pode-se procurar um exercício de baixo impacto, que poupe a região lesionada. O exercício físico já está provado dos grandes benefícios para o nosso corpo e mente, portanto é um vicio saudável quando praticado com responsabilidade e com objetivo de ter uma melhor qualidade de vida.

 

Manoel Amâncio Feitosa Ramos – Professor de Educação Física – CREF/G-Ba 004646 - Fonte de Consulta: Revista Virtual EFartigos.

Janeiro de 2011
A frequencia cardíaca ideal para perder peso
Cuidado, se a intensidade extrapolar o limite, o organismo não consegue oxigenar e nutrir suficientemente os músculos...

Para queimar gordura e melhorar a capacidade cardiovascular, deve-se manter durante o exercício uma frequência cardíaca entre 65% e 85% do valor máximo. Cuidado, se a intensidade extrapolar o limite, o organismo não consegue oxigenar e nutrir suficientemente os músculos para a prática da atividade física. Assim, o tecido muscular passa a produzir ácido láctico, provocando dores e cansaço. "É o aviso que o corpo dá para parar de se movimentar", ensina Pavanelli. Vale lembrar também que os riscos de acidentes cardíacos aumentam nessas condições.

 

Para calcular seu índice de frequência máxima utilize a fórmula:

 

220 – idade = Y.
Y x 0,6 = freqüência cardíaca mínima
Y x 0,8 = freqüência cardíaca máxima

Exemplo de uma pessoa de 30 anos:

220 – 30 = 190 batimentos por minuto
190 x 0,6 = 114 batimentos por minuto (mínimo)
190 x 0,8 = 152 batimentos por minuto (máximo)

Quando você começa a se exercitar sua frequência cardíaca sobe. Isso porque o coração passa a bombear mais rapidamente o sangue, garantindo oxigênio e energia para os músculos. 
Nos músculos, o trabalho das mitocôndrias, componentes responsáveis pela respiração celular, aumenta. São elas que transformam oxigênio em energia. Por isso o metabolismo do corpo fica mais acelerado e, assim, o gasto calórico é maior. O organismo vai precisar de energia extra, a qual vai buscar nos carboidratos, proteínas e gorduras acumuladas no tecido adiposo em forma de gordura.

Diante do esforço, as fibras musculares sofrem rupturas. Essas "microrupturas" são, com o tempo, preenchidos por proteínas – é como um processo de cicatrização. As proteínas extras que se incorporam ao músculo fazem seu volume aumentar, e o corpo ganha massa muscular (hipertrofia muscular).

 

Manoel Amâncio Feitosa Ramos – Professor de Educação Física – CREF/G/Ba 004646, fonte de consulta: Revista Virtual EFArtigos. Contato: manoelamancio@bol.com.br