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Everton Rocha - Estudante, naturalde Xiquexique. É colunista do Página Revista. Contato: evertonrc@gmail.com |
Quem sabe um dia
Ela crie vida.
Milhões foram gastos
Na compra de uma bela estátua,
Aliás,
Belíssima,
Caríssima,
Raríssima.
Porém,
Há um grande problema,
Estátuas não podem ver,
Não podem falar,
Não podem se mover
Não se importam.
Lá se foram milhões desperdiçados,
Quem sabe um dia
Ela crie vida.
E nada do texto sair...
Liguei o PC,
E parei pra pensar...
Escrevo o quê?
A mente parou,
Mas o tempo,
Continuou,
O galo cantou,
E nada do texto sair...
E agora?
Aí eu pensei,
Deu branco,
Mas deu branco mesmo,
Não é racismo não,
É a cor da folha...
Pois é,
Deu branco.
Existe uma linha tênue entre o realista e o pessimista. É que às vezes a situação está tão ruim, que as duas coisas se confundem. Falar sobre política hoje, faz do realista um pessimista de primeira categoria. No entanto, a maioria dos otimistas políticos que conheço, sofre de uma desilusão crônica. Os políticos tentam transparecer tranquilidade,quando na verdade, estão mantendo sob controle uma situação tensa. A história do nosso país e da nossa cidade, sempre foi marcada, por escândalos, corrupção e pela indolência do povo.
Nos discursos mais demagógicos, o candidato se coloca como aquele que vai salvar o povo de um tirano, como se o povo fosse totalmente indefeso e inocente. Na política costuma-se distinguir entre “massa” e “público”. A primeira caracteriza um comportamento manobrável por uma liderança carismática ou autoritária, e a segunda caracteriza um comportamento mais crítico e racional. Atualmente, não dá para diferenciar um do outro, visto que ninguém é levado a fazer o que não quer, e nem a obedecer cegamente a um governante. A maior parte do povo age apenas por conveniência em detrimento de questões morais e éticas, ou seja: não interessa se o político A ou B é apto para a função, mas sim as vantagens que ele pode trazer, em termos pessoais.
A propaganda e o marketing mascaram com grande êxito as reais intenções e o caráter dos candidatos. Em público, eles se intitulam, “homens do povo”, mas na verdade são obrigados a atender a certas determinações partidárias. Os acordos são feitos em reuniões fechadas, manobras e conchavos determinam o futuro político de um país ou de uma cidade, cujo os mecanismos são estranhos ao povo.
O povo brasileiro se encanta muito com o discurso bonito e não avalia com seriedade as consequencias de um voto errado. A democracia se tornou um mero conceito abstrato. A exploração da miséria é notável em tempos de eleição, sem contar a precariedade da educação, mantendo o ciclo infindável da politicagem tão costumeira em nossas terras.
Não acredito que a situação irá melhorar, fala-se muito em reforma política, talvez ela virá no saco do papai Noel ou de brinde em algum ovo do coelho da páscoa. Eu prefiro fazer a minha parte, mesmo que seja aparentemente insignificante, não vou conseguir mudar a situação, mas estarei com a consciência tranquila, diante de Deus e dos homens, sem fanatismos ou bajulações.
nem dizer,
nem pensar,
nem fazer
um igual.
Se chorar,
se sorrir,
se ficar,
se partir,
ele sempre é leal.
Raro,
importante,
caro e
confiante,
uma amizade real.
Comprar,
com dinheiro,
nem pensar,
companheiro
com amor fraternal.
Um presente,
raridade,
sua potente
amizade
vinda de um Deus eternal.
Pessoas,
Sorrisos,
Festas,
Músicas,
Praças,
Bares,
Danças,
Barulho,
Carros,
Motos,
Luzes,
Movimento,
Dinheiro,
Sexo,
Noite,
Que escondem...
Tristeza,
Depressão,
Brigas,
Prostituição,
Discussões,
Drogas,
Morte,
Ilusões,
Traições,
Hipocrisia,
Crimes,
Lágrimas,
Dores.
Um belo quadro foi pintado,
Pelo melhor de todos os artistas,
Depois de pronto,
O pintor o pendurou
Onde todos podiam ver.
Eu sempre passava pelo quadro,
Mas nunca havia reparado,
Na harmonia das cores,
Na perfeição dos traços,
Na técnica.
Até que um dia,
Parei um pouco
Pra descansar,
Bem em frente ao quadro...
Que bela imagem,
E quanto mais eu me informava
Sobre os detalhes da pintura,
Mais eu me encantava,
Nunca tinha parado para analisar direito.
Percebi que se tratava de uma obra
Caríssima,
Com um valor capaz de exceder
As mais finas jóias.
Um quadro desses,
Precisa de cuidados especiais,
Ser bem protegido,
E guardado em uma galeria especial,
A galeria de um quadro só.
Como é bom ver o sol brilhar novamente,
Como é bom ver o gelo derretendo,
E o coração voltando a bater.
Me encanto em ver que
Beleza e inteligência se aliam
Em um ser único,
Uma mulher completa.
Meus versos novamente ganham vida,
E tomam um rumo,
Saem de um coração
E partem para outro.
Estou encantado,
Inspirado,
Minha poesia é simples para expressar
O que talvez
Irá durar a vida toda.
Creio que não haja um lugar que expresse melhor o que é o fracasso e a decadência do que um bar. Em cidades pequenas, como a nossa, os bares se proliferam como uma ninhada de coelhos. A indústria de bebidas fatura ‘bilhões’ todos os anos. Pode faltar educação, segurança, emprego, mas não pode faltar a bebida.
Ao olhar para um bar, nós podemos perceber o quanto a sociedade está decadente, é lá que percebemos o quanto o homem se afastou dos principais valores da vida e de Deus também, pessoas infelizes que buscam se refugiar no vício, famílias destruídas, pessoas fracassadas, jovens alienados e neutralizados pelo perverso comércio da bebida.
A frase “aprecie com moderação”, que aparece logo após um comercial de cerveja, é sem dúvidas uma das maiores ironias que conheço. O álcool é droga, tanto quanto a cocaína, a maconha etc., daí porque o alcoólatra não é melhor do que o “maconheiro”, a questão de droga lícita ou ilícita é apenas comercial.
Os comercias de bebida são até criativos, mas por trás da inteligência com que são feitos, está a burrice dos consumidores. Se a bebida alcoólica fosse boa mesmo como dizem, não seriam a causa de tantos acidentes, tantas mortes, tantas doenças, tantos crimes e de muitos lares destruídos.
É do coração do homem que procede toda a maldade que vemos no mundo, o homem cria coisas, e se rebaixa tanto que acaba se tornando escravo das coisas que ele mesmo criou. Há viciados de todas as classes e todo nível de instrução, a bebida mantém milhares algemados, homens e mulheres que são covardes, pessoas que não tem coragem de encarar a realidade e de lutar por suas vidas, que tentam fugir dos problemas com mais problemas. A busca por aceitação diante da sociedade envolve o beber socialmente, e é nessa que muitos desavisados entram pelo cano, são vítimas e algozes ao mesmo tempo.
Como é bom poder sorrir sem estar drogado, como é bom poder encarar os problemas da vida de frente, sóbrio, aprendendo com as lutas e dessa forma amadurecer, como é bom poder conquistar uma mulher sem precisar de uma “dose” para criar coragem, como é bom desfrutar das coisas boas da vida e, no final, lembrar-me delas; como é bom saber que a vida vai infinitamente além da mesa de um bar. Tudo isso só é possível - e aqui vai um testemunho particular -, conhecendo a Deus.
Por trás da placa de um bar, existe um letreiro invisível e brilhante onde diz “clube dos fracassados”.







