INICIAL
Edgardo Pessoa - Gal - Empresário e dono de blog. É xiquexiquense e colaborador do Página Revista.
Contatos: gal@holistica.com.br / galavoz@hotmail.com
Janeiro de 2012
O que os astros reservam para 2012
Com certeza todos já ouviram falar na história que o mundo vai acabar em 2012, certo? Mas calma! Segundo astrólogos, tarólogos e espiritualistas o mundo não vai acabar este ano.

Sempre gosto de expor um pensamento em torno de algum assunto, tentando de alguma forma trazer o leitor para a reflexão. Meditando sobre o ano que se inicia e planejando metas, por um instante me peguei pensando no que a vida e o universo nos reserva para 2012.


O futuro pertence a Deus e é também consequência das nossas ações. No entanto, há quem estude os astros em busca de respostas para o amanhã. E foi assim que deixei de lado meus pensamentos e resolvi pesquisar na net, o que os astrólogos e estudiosos da área poderiam dizer sobre o décimo segundo ano do nosso terceiro milênio. Eis que me deparei com as seguintes afirmações:

 

Texto: Letícia Greco
Consultoria: JOÃO BIDU
www.todateen.uol.com.br 

Com certeza todos já ouviram falar na história que o mundo vai acabar em 2012, certo? Mas calma! Segundo astrólogos, tarólogos e espiritualistas o mundo não vai acabar este ano, e muito menos de uma maneira trágica. O que vai acontecer, de verdade, é que a Humanidade vai passar por um período de renovação.


Os Maias: A previsão do fim do mundo para 2012 foi dada pelos Maias, civilização que viveu na Guatemala e Honduras (América Central) e México há cerca de três mil anos! Além de estudarem astronomia, arquitetura e matemática, eles também criaram um calendário que tinha um ponto final em 2012, exatamente em 21-12-12.


A Renovação: Se o mundo não vai acabar o que vai acontecer de fato no ano 2012? A resposta entre os místicos é unânime: “RENOVAÇÃO”.


Para a espiritualista Vera Correa, a humanidade está entrando em uma nova Era na qual o materialismo vai ficar para trás e o mundo vai ficar mais “humano”. Olha só o que ela disse: “O que o Calendário Maia indica é o fim de um ciclo, mas não o fim do mundo. É o final da história baseada no materialismo excessivo e o começo de um novo tempo, baseado no reconhecimento do aspecto espiritual do ser humano e na compreensão de que todos somos essencialmente iguais e merecedores de amor, paz e saúde.”


Netuno: O astrólogo João Bidu reforça que em 2012 Netuno deve deixar o signo de aquário para se instalar em Peixes (regido pelo planeta) e isso aumentará a solidariedade entre as pessoas. “Netuno poderá aumentar a esplendidamente, a solidariedade e o afeto das pessoas”.


Saturno: Se existe um lado positivo, sempre tem o negativo. João Bidu atenta para tomar cuidado com o dinheiro, ok? Isso porque Saturno ficará o ano todo na 2ª Casa Astral, a do ‘din din’, ressalta Bidu.


Número 5: Segundo o tarólogo e numerólogo André Mantovanni, o número de 2012 será o número 5. Ele deverá trazer amplitude e movimento: “2012 será um ano de mudanças radicais, por vezes violentas e nos pegando de forma desprevenida. Porém, as mudanças que ocorrem num ano 5, geralmente, não são definitivas e sempre benéficas como resultado posterior”.


Por isso, o tempo é de mudança e de reflexão com as nossas atitudes. E lembrem-se: como diz João Bidu: “os astros não determinam, mas sempre podem dar dicas valiosas”.

 

Pesquisa e Introdução: Edgardo Pessoa Filho – GAL

Dezembro de 2011
De volta ao cuscuz com ovo
Foi assim que voltei ao meu passado. Lá nos idos do primeiro ano do ensino médio quando estudei no Colégio Central na capital baiana em 1985.

“Quem não tem passado, não tem presente, muito menos futuro...” Esta frase não tem autor definido, mas já foi citada por muitos vultos, que enfatizaram a importância do passado na vida presente e futura de cada um.


Se erramos, que possamos consertar e não pecar mais, como nos ensinou Jesus. Se acertamos, que seja esta conduta o guia em constante evolução para o nosso futuro.


Avaliando que a vida é um  processo de contrução através das várias experiências, é fácil imaginar que a nossa existência será sempre o reflexo do nosso pretérito, como todas as nossas ações de hoje, refletirão no amanhã.


No entanto, vivemos como se a vida existisse apenas o momento presente, presos ao imediatismo do mundo capitalista, sem nos dar conta de quantas situações passamos, as quais tiveram grande importância para a nossa formação.


Uma volta ao passado em momentos de reflexão, hoje tão raros, nos ajudaria a não desviar do caminho, a nos dar coragem para vencer, a valorizar mais os amigos e a família, e agradecer ao Criador pelas oportunidades e vitórias conseguidas até o presente, deixando de lado a insensibilidade, a arrogância e prepotência.


Foi assim que voltei ao meu passado. Lá nos idos do primeiro ano do ensino médio quando estudei no Colégio Central na capital baiana em 1985. Dividia um apartamento com duas irmãs, com o objetivo de estudar. Sem a presença da figura paterna, um salário de professora da nossa genitora e mais uma remuneração de pensão pelo falecimento do nosso pai, sustentavam três filhos. Diante das dificuldades, éramos sustentados no cuscuz com ovo no café da manhã, o que sobrava, virava farinha para almoço, e a noite variávamos, ovo com cuscuz.


Vinte e seis anos depois, solteiro e morando sozinho, volto à cozinha, e a janta foi o velho e companheiro cuscuz. Não tive como não relembrar a vida de outrora, diante daquele que foi companheiro em todas as manhãs, no almoço e no jartar, a nos sustentar em perídos de dificuldades.


Ainda bem, e graças a Deus, que hoje o cuscuz faz parte da minha mesa como uma boa e nutritiva opção. A Fé, Coragem, Dignidade, Otimismo, Persistência e Trabalho fruto de tudo que passei, me trouxeram até aqui. Que possamos ter na vida momentos para refletir sobre o nosso passado, onde nos sintamos felizes pelas vitórias, onde possamos corrigir nossos erros, encorajados a  vencer todas as dificuldades que nos foram impostas para o aprendizado e evolução,  acreditanto sempre em si e em Deus, pois é sempre possível ir além.

 

Que Jesus conceda a todos muita saúde e paz neste NATAL e que o ano que se inicia seja de renovação dos valores e atitudes nobres para construção de um mundo melhor.
Novembro de 2011
Msn, Orkut, Face e Twitter: Minha vida
Às vezes condenamos outros vícios que criam dependências, arruinando vidas lentamente, tirando do ser as possibilidades de auto-sustentação, convívio social e auto-estima.

Com os avanços tecnológicos das últimas décadas, a comunicação a cada dia se torna mais eficiente, trazendo uma interação imediata, aproximando pessoas, compartilhando informações, idéias e emoções no campo das redes sociais.


Mesmo diante de todos os benefícios, os sites de relacionamentos como Msn, Orkut, FaceBook, Twitter e outros, também trazem mazelas, as quais, profissionais já alertam quanto as suas conseqüências junto às crianças e adolescentes, apesar de pessoas entrando na idade adulta também passaram a ser contaminadas pelo “vírus” do vício à internet.


Desde criança, a maioria dos filhos são criados sem noção de disciplina, entrando na adolescência já viciados na internet, comprometendo o desenvolvimento e a visão da realidade, tendo como base de vida, o mundo virtual. Quando na verdade, o mundo lá fora que terão que enfrentar para sobrevier é cada dia mais exigente, competitivo, duro e cruel, contrário ao que mostra o mundo utópico dos sites de relacionamentos.


Pouco controle tem tido os pais sobre os filhos, agravando as conseqüências a médio e longo prazo para os dependentes da net. O alerta também é para os problemas de ordem física, mental, social e por que não dizer, também intelectual, que vem afetando os usuários compulsivos.


Degenerações na visão como miopia e desvios de coluna, são os casos mais comuns das horas a fio diante do PC. A depressão é outro fator, aliada ao isolamento em frente ao micro, dessocializando as pessoas, que apesar da aparente relação social, na maioria das vezes não passa de virtual.


Grande impacto também vem sofrendo o intelecto com o mau uso da rede de computadores. A internet abre espaço sem fronteiras para a cultura e conhecimento, onde o internauta tem o mundo em suas mãos. Sendo uma das maiores fontes de informação, e pelas horas gasta em frente ao PC, todos os usuários viciados deveriam ser pessoas mais intelectualizadas, não que não haja, mas de modo geral, aos que nos referimos aqui, estes têm como internet apenas os sites de relacionamentos, minimizando a capacidade da ferramenta que tem ao seu alcance.


Por estes fatores, é que vemos jovens adultos em busca de emprego, mas quando questionados sobre sua formação, conhecimento de informática e outros cursos, a grande maioria não consegue se expressar corretamente, ler e interpretar um texto, fazer um ofício, preencher uma planilha ou lidar com programas comuns na lida diária.


Às vezes condenamos outros vícios que criam dependências, arruinando vidas lentamente, tirando do ser as possibilidades de auto-sustentação, convívio social e auto-estima. Mas nunca é demais lembra que tudo em excesso é nocivo e nos leva a caminhos obscuros, mesmo vícios que parecem inofensivos como a Net. O uso inadequado e excessivo da internet para quem está em formação ou em busca de espaço no mercado de trabalho é um obstáculo, mas poderia ser uma ferramenta valiosa, se usada com sabedoria e moderação, pois são muitos os cursos on-line e todo tipo de aprendizado que se queira adquirir, inclusive gratuitamente.

 

Que estas ferramentas de comunicação não virem uma arma contra quem usa. Que as redes sociais tenham lugar em nossas vidas como instrumentos valiosos de interação e entretenimento, sem nos transportar da realidade para um mundo meramente virtual.
Outubro de 2011

Aos letrados e doutores sem preconceito

Mesmo diante dos tímidos esforços, que mais parece um modismo no combate a esta chaga, que mancha a moral de quem a pratica, ainda percebemos de forma muito forte, o preconceito, neste nosso Brasil de tantas diversidades de raça, cor, condição social e intelectual.

Depois da chegada do século XXI, com os avanços científicos e tecnológicos, o mundo parece querer enterrar de vez valores ultrapassados e equivocados que comprometem a relação do homem com seu semelhante, comparado ao progresso da ciência nas últimas décadas. Na tentativa de diminuir esta distorção material da moral, ouve-se muito nos meios de comunicação o combate a todos os tipos de preconceito.


Mesmo diante dos tímidos esforços, que mais parece um modismo no combate a esta chaga, que mancha a moral de quem a pratica, ainda percebemos de forma muito forte, o preconceito, neste nosso Brasil de tantas diversidades de raça, cor, condição social e intelectual.


Por incrível que pareça, é mais visível o preconceito por parte de pessoas mais instruídas, as consideradas, classe média e alta, sobre as de classes mais baixas.  É como se apenas os letrados e doutores fossem capazes. É como se as faculdades que poucas existiam no Brasil, e só para ricos, fossem a única porta para tornar um ser humano capaz das honrarias e respeito, como também de exercer funções não específicas de determinadas profissões. 


Desde a colonização do Brasil que, de fato, o povo nunca teve oportunidade. Tendo como única alternativa para vencer na vida, a esperteza, o chamado “jeitinho brasileiro”, pois quase nenhuma chance lhes foi dada para se tornarem doutores, principalmente antes da era Lula, quando o acesso a faculdade era para poucos.


Foi justamente um “iletrado” que criou várias universidades neste país e deu as condições para que todos os brasileiros de “espertos doutores” pudessem também mostrar que, o que diferencia uns dos outros são as oportunidades; e daí nasce o preconceito.


Um caso de preconceito visível que impera no Brasil é perceptível com a pessoa do ex-presidente Lula, quando vemos “doutores” criticando o fato do mesmo ter recebido títulos de honoris causa no Brasil e no exterior. Deve mesmo ser difícil, para quem achar que só sendo “doutor” para poder ser presidente do Brasil, assistir um “semi analfabeto”, como dizem os “doutores”, chegar ao cargo mais alto deste país mostrando a toda nação que, quando se acredita em um sonho, é possível chegar lá, mesmo diante de todas as adversidades enfrentadas.  Para o “povão” Lula se tornou mais que um presidente, pois através dele passaram a acreditar nos próprios sonhos e que é possível, como foi o exemplo.


O Brasil está longe de ser o que nós esperamos e sonhamos, mas passos importantes foram e estão sendo dados. A educação é, sem dúvidas, o caminho mais seguro e promissor para o futuro de uma nação. Mas não devemos ignorar que é preciso ter gingo, astúcia e inteligência, o que nem sempre se acha nos doutores, que muitas vezes não enfrentaram as adversidades da vida e experiências práticas, acreditando que somente as letras podem e os capacitam, colocando-os acima dos demais.


Doutores, cada um em sua área, têm e muitos são bons. Daí não devemos crer que a falta de uma faculdade tira do homem a capacidade de ser, poder e estar, pois Lula provou isso para o mundo. E talvez este seja o motivo do preconceito, pois um homem sem os títulos acadêmicos conseguiu ir muito mais longe que muitos dos doutores que o criticam e atacam.


Deveriam estes ter a humildade e reconhecer, que se a letra capacita o homem intelectualmente, não o faz sábio e inteligente, atributos estes advindos das experiências e reflexões o que os tornam doutores na escola da vida.

Edgardo Pessoa Filho - GAL
Setembro de 2011
Não se faz amor, o amor se sente
‘Diz pra mim que me quer, diz que és toda minha, diz que posso te ter, te amar e estarei a sentir o teu sabor e sugar o teu néctar para depois sermos apenas um!

Queria fazer contigo o que a minha imaginação mandasse. Não faria nada que não quisesse, mas tudo que o tempo deixasse para que se o mundo amanhã acabasse, levasse comigo o sabor dos teus beijos, o gosto do teu corpo suado e os sons da tua voz em prazer.


O amor não se faz como muitos pensam. O amor se sente, e é possível sentir em pequenos gestos e palavras; mas, às vezes, também na explosão dos desejos que ardem e fazem a razão perder a razão. Só queria me dar por inteiro, como se fosse a última e única vez...


Onde o universo conspirasse em torno de nós, pois ali estariam dois corpos se entregando através do olhar, da suavidade do toque, da magia do beijo que é a expressão do desejo que arde na pele, mas que acalenta a alma.


Assim, te envolveria sentindo o teu calor, sem nada deixar falar, onde a tua voz seriam apenas os sussurros abafados entre beijos, ao te conduzir em carícias, onde cada suspiro seria uma senha a te despir suavemente... Em cada peca, sentir mais o teu corpo, invadindo mais a tua intimidade onde todos os meus sentidos usufruiriam de ti, atentos às nuances da tua beleza na expressão dos teus desejos.


Não importaria onde, tendo apenas a noite silenciosa a acompanhar os nossos passos, onde a brisa levaria o perfume que exalava a contaminar o mundo de amor... E com seu corpo nu, os meus olhos te contemplavam sentindo o teu cheiro, abraçando teu corpo, provando a tua pele... Além do suave barulho do vento que refresca o nosso suor, queria ouvir apenas o teu suspiro... São eles que me guiarão, são eles o termômetro do teu prazer, direcionando-me a usar mais e mais os meus sentidos.


Na embriaguês dos nossos desejos, embalados pelos teus gemidos, já não teria duvida das tuas aspirações, onde palavras desconexas seriam pronunciadas por ti, entregando-se a mim... Todo o medo estaria vencido, onde os preconceitos e os valores equivocados - de uma sociedade que só condena, sem nada dar em troca -, seriam deixados de lado, para viver, sentir, ser feliz e descobrir que a vida pode nos dar muito quando sabemos o que queremos e agimos com segurança e sabedoria.


Então as tuas palavras seriam mais que desejo, a realização e a descoberta de um novo amanhecer, onde é possível sonhar e descobrir que a vida não tem sentido sem sentir, sem desejar e sem amar... Sentindo os teus desejos pela sensibilidade dos meus sentidos, já não dominava mais os meus que me conduziam até você! Então tocaria os teus pés, a mostrar que não tenho pudor, que quero você pelo que há de mais singelo... Entrelaçando-me em teus dedos com o toque suave dos lábios sentiria o teu corpo estremecer em um misto de tudo.


Subiria sentindo todo o seu corpo, tocando-o suavemente... Reservando a tua intimidade, deixaria um misto de dúvidas, enquanto tocaria os teus lábios em um beijo longo e suave.
Cobrindo teu corpo com o meu, sentirias a maciez e o calor afagando teus cabelos, e em murmúrios, chegaria ao teu ouvido e sussurrando diria: ‘Diz pra mim que me quer, diz que és toda minha, diz que posso te ter, te amar e estarei a sentir o teu sabor e sugar o teu néctar para depois sermos apenas um! Diz, vai!...

Agosto de 2011
Construindo a democracia, um bem comum
O cidadão deve estar, sobretudo, acima da informação e não sujeito a sua manipulação a pretexto de democracia.

Não podemos falara de democracia sem falar de cidadania. É preciso inclusive relembrar o significado e a origem dessas duas palavras advindas da antiga civilização grega.


Democracia no sentido original significa uma doutrina política ou forma de governo baseada na soberania do cidadão, no seu acesso à cena pública, na pluralidade de idéias e expressão de suas opiniões, na possibilidade de intervir politicamente. Enfim, a democracia é a livre atuação política de seus cidadãos. A possibilidade de articulação pública igualitária.


Cidadania diz respeito ao cidadão, ou seja, habitante da cidade, o mesmo que polis, na Grécia antiga. A palavra polis também gerou em português a palavra "política" tão nossa conhecida e que por vezes adquire um sentido pejorativo, pois ao inverso do que ela postula, é usada para beneficiar o interesse particular sobre o público.


Mas qual a relação entre democracia e cidadania? Como vimos democracia é uma forma de governo. Antes, porém, predominavam outras também como:

 

- a tirania, governo opressor, cruel e injusto, que abusava da sua autoridade.
- a monarquia, que vem de mono, um só; ou governo de um só.
- a aristocracia ou governo de alguns, na maioria da plebe, da nobreza, etc.
- a oligarquia ou governo pertencentes ao mesmo partido, classe ou família.

 

Na tirania e monarquia não existem cidadãos e sim súditos.


A aristocracia e oligarquia, mudou apenas que não mandava mais um mais sim um grupo.
Mas qual a diferença básica entre súdito e cidadão? O súdito obedece a determinação do "UM". Quando o súdito pergunta: Por que isto tem que ser assim? A resposta é: Porque o monarca assim o deseja. Mas, se o cidadão fizer a mesma pergunta, a resposta será: Porque a lei assim o determina. E o que é a lei senão o fruto dos sucessivos confrontos entre opiniões divergentes ou enunciados distintos?


A boa lei nasce do processo de participação ampla e não de imposição. Sua legitimidade é então incontestável, embora o processo de sua elaboração seja mais árduo e moroso.


Na democracia moderna, com o aparecimento do Estado, a forma de participação perdeu seu sentido originário. Hoje as estruturas administrativas são ou pelo menos deveriam ser as representantes da vontade da maioria e substitui-se então a participação direta do cidadão por uma participação representativa do desejo público.


A democracia e cidadania funcionavam da seguinte forma na Grécia: Havia um forum, lugar denominado "Ágora" onde os cidadãos reuniam-se para discutir assuntos que diziam respeito a coletividade e onde a partir dos embates de opiniões aperfeiçoavam-se as instituições e as relações entre os cidadãos.


Mas qual a relação de tudo isto conosco, neste mundo moderno onde vivemos uma democracia?
Bem, a antiga "Agora" transfere-se de um local físico (as praças públicas gregas), ainda que timidamente, para os espaços abertos e virtuais. Hoje se discute idéias desde o que se veste até a economia de um país. Além disso, qualquer um de nós pode expressar-se através da Web onde o alcance do público é ainda maior, não se esquecendo que um dos maiores atos de cidadania é a escolha livre que temos de escolher nossos representantes.


Este espaço democrático propiciado pelo advento das redes de informação possibilita um processo de integração social dinâmico com troca de opiniões ou mesmo de conhecimento em âmbito amplo e até mesmo em tempo real. Mas o grande paradoxo de tamanha liberdade é a institucionalização da informação, isto é, a informação passa a fazer parte também de uma instituição e não somente pertencer ao indivíduo. Assim se esta instituição não tratar estes dados com ética estes podem ser disseminados sem a prévia autorização do cidadão.


Desta forma cada vez mais há menos privacidade uma vez que nos expomos em relação àqueles que debatemos.


Enfim, a criação de facilidades tecnológicas requer, sobretudo, o conteúdo de respeito individual que leva a uma projeção maior da cidadania, isto é, da participação e consciência de necessidade de participação. É necessário que nós, cidadãos, estejamos sempre atentos à observância de implementação da verdadeira democracia e cidadania nestes novos tempos. O cidadão deve estar, sobretudo, acima da informação e não sujeito a sua manipulação a pretexto de democracia.

 

Pesquisa e síntese: Edgardo Pessoa Filho – GAL

Julho de 2011

Língua, arma letal

“Há quem se aproxime de você, olhos brilhantes de prazer, para em seguida anunciar: "Já soube o que aconteceu com fulano?". Em seguida, detalham acidentes, tragédias, traições, erros, intrigas e até mesmo o inexistente, tirando fatos da própria mente...” - Tharsila Prates.

Dentre as varias funções que tem a língua, uma das mais perceptíveis é a relação com a fala, a comunicação através da palavra falada. A relação é tão direta que adjetivamos pessoas de linguarudas, línguas felinas, quando falam demais.


“Há quem se aproxime de você, olhos brilhantes de prazer, para em seguida anunciar: "Já soube o que aconteceu com fulano?". Em seguida, detalham acidentes, tragédias, traições, erros, intrigas e até mesmo o inexistente, tirando fatos da própria mente...” - Tharsila Prates.


Sem se importarem se os fatos anunciados são verdadeiros ou não, o prazer de falar da desgraça alheia os fascinam, onde muitas vezes são jogados fatos criados pela própria mente doentia, ensoberbecida pela miséria da própria vida. Assim, envenenam a existência de muitas pessoas, as quais na obscuridade das ações levianas das línguas felinas, não têm como se defender. Muitas vidas são arruinadas, relações desfeitas e famílias destruídas quando os fuxicos e fofocas tomam dimensões gigantes sobre factóides criados por pessoas que sentem o prazer de causar aos outros, dores, como forma de aliviar as suas.  Há quem faça muitas vezes de forma inconsciente, uma doença, a alimentar o próprio ego na satisfação de anunciar a desgraça alheia. Mas, o mais comum, são os que fazem de forma pensada e maldosa, produzindo um pouco da própria desgraça em que se encontram ou por inveja.  De certo, “a boca reproduz do que está cheio o coração”.
“Para tentar justificar essa atitude leviana, alegam a inocente intenção de "alertar", "esclarecer" e "prevenir". Mal sabem que cultivam a maldade, criticando, caluniando, e fofocando atraindo pra si energias negativas e deletérias, que as conduzirão a ruína. A vida responde sempre de acordo com o que cada um faz”. - Tharsila Prates. É a lei da ação e reação que não deixa nada impune, onde todos terão que colher tudo que plantou, seja nesta vida ou em outra.


A palavra é sem dúvida o instrumento mais poderoso que tem o ser humano. Foi através dela que Jesus anunciou a boa nova, ensinou toda a humanidade o caminho a verdade e da vida. A palavra tem o poder de trazer a paz, de acalentar a alma, de atenuar o choro e trazer esperança a quem dela precisa, construindo o que menos temos e o que mais necessitamos, que é a FÉ no Criador. E o Mestre na sua sabedoria infinita disse, ide e pregai! Sabia Ele o que estava dizendo, pois é a palavra que instrui e é a palavra que vai unir todas as nações, onde a única religião será pronunciada por todos com o nome de AMOR.


E você como está usando a palavra? Já parou para refletir se sem perceber não levanta discórdia, reproduz intrigas, alimenta fofoca sobre o semelhante, esquecendo que a sua própria vida pode precisar de muito mais atenção que a dos outros? Pense nisso, "Costumamos ver uma partícula no olho do outro e não vemos a trave no nosso". Jesus.

Junho de 2011

A verdadeira educação

Fascinado pela conquista de fora, não se dar conta dos prejuízos internos que os consomem, por falta de estrutura emocional para suportar as pressões desencadeadas pelos fatores degenerativos por ele próprio gerados.

Nestes tormentosos dias, em que as instituições nobres, tais como o lar, a família, o matrimonio e outras, são considerada decadentes pela alucinação que medra nos mais diversos segmentos da sociedade terrestre, torna-se tão urgente quão inadiável um esforço generalizado para serem restaurados os valores éticos-morais, culturais e espirituais da humanidade, que tem sofrido acirrado combate de extermínio.


O homem da tecnologia e da biônica, da cibernética e da física quântica, da engenharia genética e da biologia molecular, ensoberbecido pelas conquistas da inteligência, derrapa, lamentavelmente, nos tormentos psicológicos característicos da perda da direção de si mesmo e dos objetivos essenciais da vida.


Fascinado pela conquista de fora, não se dar conta dos prejuízos internos que os consomem, por falta de estrutura emocional para suportar as pressões desencadeadas pelos fatores degenerativos por ele próprio gerados.


Nestes dias, há glorias do intelecto e aberração do sentimento aguardando orientação.


O Mestre JESUS nos chama no momento próprio, e convida-nos a uma revisão de conceitos, bem como o aprofundamento consciente e serio da realidade de si mesmo na condição de ser imortal que é, ao invés de apenas factótum orgânico, que ruma sem destino, perdido na própria incúria.
Há um elemento que não se costuma pesar na balança, e sem o qual a ciência econômica não passa de simples teoria. Esse elemento é a EDUCAÇÃO, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, a educação moral pelos livros, e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto de hábitos adquiridos...


 “A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos”. (*)

Joana de Angelis
Divaldo P. Franco.

(*) L. E. Edição FEB.
Maio de 2011
O perigo do amor sem limite
...Vivenciamos ainda amores sem limites, principalmente dos pais diante dos filhos, que por amor, tudo fazem, fechando os olhos muitas vezes para os erros que os levarão ao fracasso

O Evangelho de Jesus nos mostra que o Amor, a Fé e a Esperança estão entre os sentimentos mais nobres a serem cultivados por nós, a fim de conquistarmos o Reino dos Céus. Mas que entre o Amor, a Fé e a Esperança, o Amor é o maior deles.


I Coríntios 13. “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria... O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta... Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, dentre os três, o maior destes é o amor”.


Diante do que nos mostra o Evangelho, o Amor é o alimento da alma, a energia que move o universo, o sentimento que transcende todas as barreiras, aproximando o homem do Criador. Dizer que o amor precisa ter limites seria incoerente diante da abnegação vivenciada por Jesus, quando renunciou a própria vida por amor à humanidade.


Hoje, porém, vivenciamos ainda amores sem limites, principalmente dos pais diante dos filhos, que por amor, tudo fazem, fechando os olhos muitas vezes para os erros que os levarão ao fracasso.


Não se sabe se pela ausência na busca da sobrevivência, ou pelas faltas oriundas dos prazeres da vida, a porta larga tão enfatizada pelo Mestre, pais têm deixado seus filhos ao léu, sendo educados pelo mundo, TV, colegas e sociedade que nada tem a oferecer na formação do ser.
Sem dúvidas, não é falta de amor, talvez falte presença, exemplo e acompanhamento que deveriam orientar os seus tutelados, como sementes que depois de plantadas, precisam ser regadas e ao se desenvolverem, cortados os brotos que poderiam desviar-lhes do crescimento moral.


Os filhos ao nascer são como fitas virgens que deverão ser gravadas informações que serão usadas durante a vida. Valores que determinarão a sua conduta diante de si, do próximo e de Deus.


Jesus nos ensinou algo simples, mas tão difícil de ser cultivado por não termos o hábito da vivência e sintonia com Deus. “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, pois toda a Lei e os profetas aí estão contidos”.


Ao contrário do que nos ensina o Nazareno, amamos mais as coisas materiais, ignoramos, caluniamos e passamos por cima do nosso semelhante, ensinando os nossos filhos o egoísmo, a avareza, o orgulho e a falta de Fé. Fazemos tudo isso por amor.


Não reclamar é por amor. Dar até o que não temos é por amor. Entorpecer a visão diante dos erros é por amor. Assim, condenamos os nossos filhos a uma existência nula, onde os mesmos crescem sem noção da realidade, buscando meios para fugir da ilusão criada nas suas vidas, também por amor.


Com seu infinito amor, Jesus nunca deixou de compreender e perdoar, mas jamais deixou de orientar, ensinando o caminho correto, sempre enfático nas palavras, afirmando: “Vais e não peques mais”.

Abril de 2011
Cada um dá apenas aquilo que tem
Poucos são os que contribuem e participam do processo de construção do país, do estado ou da cidade onde moram

Após o fim da Ditadura Militar, período em que os militares governaram o Brasil, entre 1964 a 1984, iniciou-se o processo de redemocratização do país. Marcado pela falta de democracia, cerceamento de direitos, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra aquele regime. Em 1985, o pensamento dominante de liberdade ganhou força e hoje temos o direito de escolher, de ir e vir sem a perseguição de outrora, apesar de muitos ainda exercerem a força, o medo e a opressão como meio para atingir os seus fins.


A partir daí, foi possível escolher nossos representantes, podendo inclusive, qualquer cidadão ter o direito de ser votado. Mas será que a sociedade faz uso desta tão sonhada conquista ou apenas delega a uma minoria, aos eleitos, os seus anseios, sem sequer discutir ideias e projetos que tragam benfeitorias à sociedade? Será que esta transferência de responsabilidade é feita de forma ajuizada, escolhendo pessoas honestas e com conhecimento que se mostrem capazes para o posto que se propõem?


Poucos são os que contribuem e participam do processo de construção do país, do estado ou da cidade onde moram. Transferem todas as responsabilidades aos poderes constituídos, e mesmo se isentando, são incapazes de cobrar os seus direitos e necessidades. Tal atitude, seria talvez pela falta do cumprimento do próprio dever, falta de conhecimento ou passividade diante dos erros, inerente também em cada um de nós?


É preciso que pessoas mais conscientes, livres e independentes abram discussões com a sociedade, no sentido de mostrar a importância e responsabilidade quanto à escolha dos nossos representantes, através deste processo democrático, conquistado com a luta e o sangue de muitos heróis. Isso deve ser feito sem a necessidade da defesa de um candidato, pois constitui crime eleitoral, se fora do período estipulado pela justiça, com o intuito do esclarecimento em defesa da democracia, “a mudar definitivamente o viés ético sobre o voto, ou seja, deixar de trocá-lo por um simples saco de cimento, dinheiro, remédio, ou benefício qualquer...”, e até uma promessa.


Ao sair de uma eleição, muitos já começam a investir na próxima, enquanto o ideal era cumprir os compromissos assumidos e pensar no bem estar dos que depositaram nele a confiança de representá-los. Xiquexique tem grande potencial e um futuro promissor.


Precisamos mudar os velhos paradigmas, colocando pra nos representar pessoas que tenham no mínimo a capacidade de discutir idéias, de redigir um texto em defesa do que acredita e que possam ler e interpretar um parágrafo, para não se tornarem marionetes nas mãos dos outros.


Quem queira nos representar precisa ser livre, pois os que dependem do poder defenderão apenas os seus interesses pessoais e o seu chefe, afinal, a política se torna a sua profissão e o poder o seu patrão. Ademais, precisamos avaliar a capacidade de quem deseja estar no comando dos nossos destinos. Pelo resultado de vida de cada um, podemos ter uma ideia da sua competência. O homem ou a mulher que não tem a capacidade de cuidar de si, de gerir sua vida, seus empreendimentos, trabalho e família, jamais farão prosperar o que é dos outros. Ou você daria o que é seu para ser administrado por alguém que não teve sucesso pessoal e que fracassou com os próprios bens?

 

Dizem que o poder corrompe as pessoas, mas como não temos como ponderar quem está ou não vulnerável a esta provação, avaliemos pelo menos o seu sucesso pessoal e o seu exemplo de vida, uma vez que este reflexo nos dá uma noção, se não moralmente, mas pelo menos administrativamente, POIS CADA UM DÁ APENAS AQUILO QUE TEM.
Março de 2011
Capacete vira arma contra comerciantes em Xiquexique
Entre a lei e o bom senso

Diz o ditado popular: “a Lei existe para ser cumprida”, o que é uma grande verdade. Mas e o bom senso, onde fica? Será totalmente ignorado em cumprimento a Lei? Talvez daí nasça outro ditado popular: “as regras existem para serem quebradas”. As duas últimas, bem interpretadas, nos levam a perceber que precisamos evoluir moralmente a vencermos as Leis, onde os nossos direitos não ultrapassem os limites do próximo e nossos deveres comecem justamente no limite que passamos a incomodar os outros.


Apesar de o homem ser o único dotado de razão e inteligência, é o que mais tem dificuldade de conviver em grupo no reino animal. Daí, é que, desde o início das civilizações as regras existem, criadas para facilitar o convívio em sociedade. São estas Leis que regem os parâmetros entre deveres e direitos, para que haja consonância, equilíbrio e segurança na convivência entre os homens.


Mesmo com objetivo de assegurar o melhor para a sociedade, nem sempre as Leis cumprem suas finalidades e em alguns casos, pode se tornar um problema para algumas comunidades. O exemplo disso vem acontecendo em Xiquexique com o uso obrigatório do capacete, que se tornou uma ferramenta nas mãos de ladrões, que usam este item de segurança como arma para ocultar sua identidade e assim assaltar residências e comércios locais, trazendo pavor e insegurança aos xiquexiquenses.


Enquanto a Polícia cumpre a Lei, obrigando o uso do capacete, o terror se instala nos comerciantes locais, pois dentro de qualquer capacete em movimento pode estar um assaltante. Quase 100% dos assaltos ao comercio local, foram efetivados por motoqueiros usando capacete. São muitas as cidades no Brasil que já aprovaram Leis que proíbem o uso do capacete em áreas comerciais, pois o capacete esconde a identidade do delinqüente e a moto ajuda na fuga rápida. Neste caso prevaleceu o bom senso, uma vez que a Lei, mesmo inconstitucional, pois suplanta uma Lei Federal, coloca a identidade do motoqueiro à vista, o que intimida os maus feitores.
O uso obrigatório do capacete poderia ser adotado sim em Xiquexique, mas quando as necessidades mínimas de segurança forem atendidas. Exigir dever quando sequer temos um direito essencial atendido, que é a segurança, é incompreensível, mesmo se tratando de Leis. Se a Polícia fosse tão ágil e rígida em outros quesitos que afligem a sociedade, como são na cobrança do capacete, poderíamos nos sentir mais seguros. Atender as necessidades de segurança coletiva é muito mais necessário e urgente do que tentar mostrar serviço cobrando um item de segurança pessoal que deve cada um ter consciência diante da própria vida.


O assunto cabe discussão e uma audiência com os poderes constituídos do município, em especial com o setor de segurança pública, pois não podemos continuar vítimas da rigidez de uma Lei que coloca o criminoso em vantagem ao cidadão e às vezes até da própria Polícia, pois sem identidade a polícia tem dificuldade de agir. 

 

O bom senso deve estar acima da Lei, pois as Leis são feitas com base no bom senso.
Fevereiro de 2011
Internet, telefonia e energia: qual a pior?
Internet e telefonia, um drama para o xiquexiquense

Xiquexique é o segundo maior município da micro região com 46 mil habitantes, três agências bancárias, um comércio ativo, Campus de Faculdade e milhares de usuários que precisam, a todo momento, de algum tipo de comunicação, seja no trabalho, escola ou residência.

 

Como a cada dia somos mais dependentes dos meios de comunicação para resolver problemas, vender, comprar, estudar e até nos divertir, esta necessidade virou um drama, pois o xiquexiquense tem sofrido e até tido prejuízos com os péssimos serviços prestados pelas operadoras de telefonia, como também de internet.

 

Completar uma ligação para qualquer destino tem sido uma tarefa árdua em Xiquexique, às vezes precisando de muita paciência e dezenas de tentativas para atingir o objetivo, entre os chips que cada usuário possui.

 

Como se não bastasse, a internet é outro martírio que tem deixado o xiquexiquense desesperado. Os péssimos serviços prestados pelos provedores de internet têm trazido prejuízos ao comércio e a todos que dela dependem, pois transações com bancos, fornecedores, SPC, SERASA e outros serviços, ficam inoperantes durante o horário comercial. Mesmo a noite quando todos imaginam que o tráfego está menor e vai ser possível navegar e ler e-mail, o tormento continua.

 

Na proporção que ficamos mais dependentes da internet, mais ineficiente ficam os serviços prestados, pois os provedores buscam mais e mais clientes sem se importarem com a ampliação das suas redes e links, de acordo com a demanda.

 

São muitos os que pagam para terem acesso a uma velocidade X e mal conseguem navegar. Fazer um download então, nem se fala! Está na hora do usuário que utiliza tais serviços, começar a exigir seus direitos, exigir que se tenha o que oferecem as prestadoras de serviço, pois quem paga tem o direito de receber.

O PROCON e a JUSTIÇA existem para isso.

 

Coelba traz prejuízos aos consumidores em Xiquexique

 

Xiquexique é terra onde tudo pode, onde direitos não são respeitados e deveres não são cumpridos. Terra de ninguém onde a lei inexiste, onde a força dos que podem, sobrepõem e subjugam os que precisam.

 

Quando se trata das prestadoras de serviços ao público, são poucas as que oferecem com qualidade e eficiência. No caso da COELBA, como se não bastasse ter que conviver com as oscilações e interrupções constantes no fornecimento de energia, tais interrupções tem trazido prejuízos aos consumidores.

 

Mesmo sendo um direito a reparação de danos quando o motivo for causado pela prestadora de serviço, a COELBA faz pouco caso com o usuário em Xiquexique, deixando muitos no prejuízo.
São muitos os que desconhecem os seus direitos e não buscam a reparação de danos causados pelas quedas constantes na rede elétrica, como também pelos picos de tensão que causam queimas nos equipamentos.

 

Porém, os que buscam a COELBA no intuito de reparos, a mesma tem feito pouco caso com laudos de conveniências próprias, dando parecer para se livrar das responsabilidades, sem nenhuma justificativa plausível para queimas de equipamentos causados durante quedas e oscilações na rede elétrica.


A COELBA é mais um caso de DESCASO com o consumidor em Xiquexique.

 

Os fatos aqui citados têm como exemplo a empresa Mundo Digital Ltda, que teve prejuízos com a queima de equipamentos durante várias quedas e picos de tensão na rede elétrica. Mas a COELBA se recusa a reconhecer a culpa. Resta ao consumidor buscar na justiça os seus direitos ou arcar com os prejuízos.

Janeiro de 2011
Paixão política, um sentimento desequilibrado
Falar de sentimento é sempre difícil, principalmente tentando explicar através de palavras algo que só pode ser sentido

Apesar de o homem ser dotado de inteligência e razão, o que o difere dos demais animais, muitas das vezes ele deixa de lado tais atributos para agir apenas pela emoção. Nada de errado deixar com que a emoção tome parte nas atitudes, principalmente nos dias de hoje onde o sentimento deu lugar à selvageria. Afinal, como já dizia um sábio: “o coração tem razões que a própria razão desconhece”.

 

Falar de sentimento é sempre difícil, principalmente tentando explicar através de palavras algo que só pode ser sentido. A liberdade que temos diante da própria constituição federal nos dá o direito de expressar o que sentimos, desde que respeitemos os outros e a sociedade por um todo. Expressar a nobreza de qualquer sentimento como o amor, a paixão, a felicidade e até os nossos desafetos, desde que seja de forma equilibrada, faz bem a qualquer um, tirando o homem do seu mundo íntimo, compartilhando com o semelhante seus sentimentos.

 

Mas o que nos chama atenção é a forma com que muitos expressam seus sentimentos. Alguns pontos, principalmente como a religião, o futebol e a política levam o ser humano a atitudes grotescas em defesa daquilo que acredita, agindo muitas das vezes de forma apaixonada e pouco racional.

 

Como não devemos julgar a atitude alheia, principalmente no que tange à fé, e o futebol é algo secundário - ou pelo menos deveria ser - na vida de uma pessoa, analisemos apenas a paixão política dos três pontos aqui citados, por esta fazer parte do nosso dia-a-dia e influenciar diretamente a vida de todos nós.

 

A política como sistema de regras à direção dos negócios públicos, deveria beneficiar a todos, através de ações coletivas, e não a uma minoria. Apesar de não justificar, a paixão política, ou melhor, a paixão por políticos, nasce juntamente destes benefícios pessoais e familiares levando o beneficiado a "matar e morrer" na defesa do seu padrinho. É ai que vemos pessoas com uma paixão desenfreada de bandeira em punho, discursos eloquentes, apesar de vazios, defenderem políticos de forma a perder a própria identidade.

 

Tem sido assim nas esferas federais, estaduais e municipais Brasil a fora! Cargos mantidos, favores arranjados, facilidades obtidas, beneficiando poucos, que muitas das vezes não têm competência para conseguir tais benfeitorias por meios lícitos onde se dá oportunidade para todos, através de concursos públicos. É o egoísmo de poucos comprometendo a vida de muitos, inclusive o futuro dos próprios descendentes pelo comodismo e desestímulo ao desenvolvimento das capacidades.

 

Acostumou-se tanto os homens públicos a não cumprirem o seu dever de forma digna e correta quando no poder, que quando fazem apenas o básico e o essencial, parece fazer demais. Isso tem levado muitos a fechar os olhos, sem perceber que estes por quem estamos apaixonados politicamente, pouco se importam de fato com o todo, com as necessidades reais da sociedade e que muitas das vezes nos beneficiam com pequenos favores para nos fazer calar, enquanto agigantam suas estruturas políticas e pessoais, para alimentar também suas paixões políticas de poder.